Espinhal + Chanca

O trabalho teve sua primeira apresentação no exterior no âmbito do ‘Dentro de Casa, À Beira da Aldeia’, evento organizado pela Companhia da Chanca.
© Teresa Santos
Um sistema improvável entra em funcionamento durante o turno da noite. Estruturas surgem, transformam-se e desaparecem sistematicamente, com trajetórias em cadeia acionadas por um agente solitário. Neste espetáculo de malabarismo contemporâneo, a percepção do tempo e da materialidade é distorcida pela rotina, fazendo com que objetos ordinários, como bolas e tubos, sejam reconfigurados em uma mecânica contínua.




Abaixo é possível acompanhar todo o desenvolvimento do processo criativo em ordem cronológica, organizado a partir das atividades exercidas pelo projeto, como exercícios de investigação, residências de criação, treinos pontuais, reflexões artisticas, entre outros. Os vídeos compartilhados são registros do processo de criação, vídeos crus, captados durante a descoberta de caminhos de investigação. Espero que a abertura desse material possa contribuir com o trabalho de outros artistas!

O trabalho teve sua primeira apresentação no exterior no âmbito do ‘Dentro de Casa, À Beira da Aldeia’, evento organizado pela Companhia da Chanca.

Turno da Noite estreou nos dias 17 e 18 de junho, no Trengo Festival de Circo, coprodutor do projeto. A performance foi apresentada em sala e teve duração aproximada de 55 minutos.

Entre os dias 11 e 23 de maio, o projeto realizou uma residência artística no Clube de Circo Contemporâneo, sede da Erva Daninha, um dos co-produtores do trabalho.

O projeto esteve, entre 06 e 17 de abril, em residência artística nas dependências da Sekoia – Artes Performativas.

Decidimos chamar o espetáculo de ‘Turno da noite’, ficando ‘CANOS’ o nome do projeto.

A relação constante com o material trabalhado na criação de CANOS tem influenciado na minha prática de malabarismo com bolas.

O projeto iniciou, durante a residência no fAUNA, a construção da trilha sonora do espetáculo.

O projeto realizou, entre os dias 16 e 27 de fevereiro, uma residência de criação no fAUNA, espaço de criação e programação artística do Teatro da Didascália.

Registro de possibilidades de trabalhar com o conceito de rolamento na relação entre bolas e canos.

Sigo desenvolvendo minha prática de malabarismo com bolas, trabalhando com a criação de um repertório de truques e sequências que possam compor a performance.

Exercícios investigativos de formas de interação entre canos e bolas.

Exercício de investigação em manipulação de canos a partir do princípio do equilíbrio.

Deixando me influenciar pela ideia de maquinismo, percebo que a maquinação não está só em movimentos mecânicos e repetitivos mas também nos fluxos contínuos de movimentação, criando constrastes entre os diferentes estados corporais.

O projeto esteve, em março de 2025, em uma residência autônoma nas dependências da Instável Centro Coreográfico, no Teatro Municipal do Porto – Campo Alegre.

Compartilho algumas referências que tenho encontrado e estão me ajudando na construção da identidade imagética do trabalho (cor, cenário, figurino, iluminação, etc).

Hoje aproveitei um dia de estúdio para deixar-me influenciar pela proposta de movimentos maquínicos, mecânicos e repetitivos.

Primeira apresentação pública do projeto, uma performance de 22 minutos realizada no Mercado Municipal de Vila do Conde, como parte dos festivais ‘montra’ e ‘FIS’.

O projeto realizou uma residência autônoma de criação no CAMPUS Paulo Cunha e Silva, espaço de residências da Câmara Municipal do Porto.

Investigo formas de construir caminhos com estruturas de canos, inspirando-me nas cadeias de peças de dominós, onde um primeiro movimento desencadeia uma sequência contínua de ações.

Canos enquanto cenário interativo e objeto não-convencional de malabarismo. Nasce aqui um manipulador de canos?

Registro da primeira forma com a qual interagi com os canos, utilizando-os como estruturas para realizar o ‘shower‘, um dos mais conhecidos padrões do malabarismo.