O projeto iniciou, durante a residência no fAUNA, a construção da trilha sonora do espetáculo.
Aproveitamos o período de residência para nos habituar ao uso do nosso recém adquirido Elektron Digitakt II, uma groove box e sample machine que iremos utilizar para criação e execução da trilha sonora.
Quem me acompanha nesse processo é o Dídac Gilabert, músico, geek e malabarista que estará a frente do processo de composição musical. Dídac irá me auxiliar em todo o processo que envolve a sonoridade do espetáculo, me acompanhando nas residências e demais momentos da criação.

Trazemos como objetivo a construção de uma trilha sonora original que contribua e dialogue com a criação da atmosfera industrial proposta pelo projeto. A elaboração do material tem como princípio do processo de composição a utilização dos próprios sons e ruídos produzidos pelas bolas e canos, que são gravados e posteriormente editados em programas e dispositivos de sintetização e sequenciamento. Também buscamos estruturar a trilha sonora de modo que possar ser controlada por dentro da cena (utilizando-se do dispositivo acima citado). A intenção dessas duas estratégias, de privilegiar os sons produzidos no ambiente e controlar o som por dentro da cena, intentam reforçar a ideia de um espaço oficinal e criar um espetáculo auto-suficiente a nível técnico, facilitando sua circulação.


Fotos: Teresa Santos
